07 Nov 2019 246
PortoBay Hotels & Resorts PortoBay Hotels & Resorts
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A melhor vista da cidade

Chama-se Avista. É o mais recente restaurante PortoBay. Debruçado sobre o oceano conjuga a comida asiática e mediterrânica num ambiente descontraído e elegante.
Sobre a mesa, um copo que cujo vidro parece ter derretido parcialmente, contém uma bebida que transparece frescura. Borbulhas, verde de um sumo de lima, uma decoração com folhas de hortelã que espalham um aroma a natureza. À primeira vista parece um mojito. Mas este é especial. No lugar do rum surge o saké, bebida japonesa à base da fermentação do arroz, que ajuda a dar o nome ao Saké Mojito.

Este cruzamento de influências que se completam, mas não se chocam, é a essência do Avista, o restaurante que podia ser dois restaurantes, um bar e um lounge, mas que é, acima de tudo, um espaço de gastronomia numa dimensão descontraída e elegante.

Avista é um jogo fonético. Pode ser ‘a’ vista, ou também a conjugação do verbo avistar… no sentido de apreciar o horizonte que se agiganta a partir do topo da ravina onde foi construído o Les Suites at The Cliff Bay, o mais novo membro da família PortoBay, do qual o restaurante faz parte.

O hotel, composto por 23 suites com vista para o mar, foi construído em torno de duas villas do início do século XX.  O Avista ocupa uma delas e por causa disso desenvolve-se em diversos patamares, o que permite usufruir de terraços, varandas ou salas. Na decoração, tons suaves, numa mistura entre o clássico e o contemporâneo, o estilo perene que caracteriza os hotéis PortoBay.

O Avista reflete o Mundo: é dinâmico, versátil, adaptado ao tempo, sem ideias fixas. Desconstrói o convencional, mas não pretende ser alternativo. É versátil.


Desenvolve-se em função do tempo e do espaço. O pequeno-almoço iluminado pelo brilho do Atlântico, o chá da tarde, o bar que inclui uma oferta de cocktails e petiscos, os almoços e os jantares. Tudo isto servido em qualquer ponto, seja no terraço em ambiente de lounge, ou numa das salas do restaurante.

Aqui convivem dois conceitos, não por acaso duas das culturas gastronómicas mais marcantes do Mundo: a asiática e a mediterrânica.
Benoît Sinthon, chefe que conquistou duas estrelas Michelin para o Il Gallo d'Oro, restaurante do vizinho The Cliff Bay, do mesmo grupo, é o mentor das criações gastronómicas. Para cada uma das cozinhas foi criada uma equipa e escolhido um chefe.

De quarta a domingo Luísa Castro apresenta mais do que o sushi, especialidade que se espalhou pelo Mundo e colocou a cozinha asiática na cultura pop. A Chefe confessa que quis fugir ao sushi como imagem de marca. Por isso, aqui, não só o sushi é surpreendente e foge à ideia de fusão, como o resto da carta mostra que os japoneses têm muito mais a oferecer.

Há pratos quentes que seguem receitas tradicionais, às quais a chefe acrescentou um toque pessoal e produtos regionais da Madeira. Podem ser degustadas sopas, como rámen, ou miso, ou especialidades cozinhadas a carvão, através do método robatayaki, que permite confecionar um bife teriaki ou um peixe fresco.
À comida asiática foi destinado o andar superior da villa. Um piso abaixo situa-se a cozinha mediterrânica liderada pelo Chefe João Luz, que confessa que quando o conceito começou a ser desenvolvido, havia todas as condições para o Avista ser uma steak house, ou ser um restaurante de gastronomia de topo. Mas não é! Está pensado para ser consensual, como se espera da ‘comida de conforto’.

O Josper é usado em quase tudo. O forno fechado, a carvão, cozinha a uma temperatura entre os 300 e os 360 graus, conservando os sucos dos alimentos e potenciando o sabor. É aqui que João Luz prepara, por exemplo, carnes maturadas, servidas com molhos com origem um pouco por todo o mundo: o sul americano chimichurri; o oriental chutney de ananás; ou o francês molho de café.

O peixe também faz parte da ementa. É escolhido em função do que existe no mercado. Normalmente varia entre atum, bodião, pargo grande ou espada.

O cliente faz o prato porque escolhe os molhos e os acompanhamentos. Apesar da simplicidade com que tudo funciona o resultado é uma complexa explosão de sabor, uma mistura de paladares que se conjugam em harmonia.


Um exemplo está nos petiscos, que tal como as restantes cartas, são servidos em qualquer ponto do bar ou do restaurante e podem também funcionar como entradas num almoço ou num jantar. Húmus, timbale de caranguejo real, vieiras, ou ainda queijos ou enchido… não faltam opções.

Na carta de vinhos dominam as referências portuguesas e mais de 30 vinhos vendidos a copo. Também constam os cada vez mais afamados espumantes portugueses, ou diversas opções de vinho Madeira.
À noite o espaço transforma-se. A chama de uma pira no centro do jardim transmite conforto e uma sensação de boas-vindas. Uma iluminação quente aconchega os recantos. O clima ameno da Madeira, que permite usar o terraço durante quase todo o ano, faz o resto.

Ao longe, a ponta do Garajau ilumina-se suavemente encostada à linha do horizonte. Vê-se um pouco do Funchal, com o porto e a baía… é, provavelmente, a melhor vista da cidade.
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