27 Jun 2018 993
Sandra Nobre {Storyteller} Short Stories
#experiencias #festivais #lisboa

Aberta a época dos festivais em Lisboa

Música, pó, calor, diversão. Com o Verão chegam os festivais e com eles os ídolos de tantos. O Rock in Rio abriu as hostilidades mas ainda não acabou (29 e 30 Junho). Seguem-se NOS Alive (12 a 14 Julho) e o Super Bock Super Rock (19 a 21 de Julho) e isto só na Grande Lisboa. Por hoje, Bruno Mars diria: "Today I don't feel like doing anything/ I just wanna lay in my bed” (Lazy Song). Siga a música, mas prepare-se . ..

O QUE CALÇAR?

Aqui não há lugares sentados e menos ainda pés e pernas que aguentem tantas horas a pular e dançar ao som da música se o calçado não for confortável. Um par de ténis impõe-se, de preferência usados para garantir que não é pior a emenda que o soneto. 

ECLIPSE TOTAL

A abertura de portas de qualquer festival acontece em plena luz do dia, logo, é preciso proteger os olhos dos raios ultravioleta. Sabia que as lentes coloridas têm distintas funções ? As verdes são mais adequadas para quem vê mal ao perto, as castanhas para míopes, ou seja, quem vê mal ao longe, as azuis realçam os contraste cansando menos quando se olha para um ecrã, as castanhas filtram a luz e são ideias para a condução, as pretas reduzem o brilho e são boas para atividades no exterior, já as amarelas só para o nascer e pôr-do-sol ou para um dia de nevoeiro. As lentes polarizadas têm uma camada de proteção extra, diminuem o impacto da luz e tornam as imagens mais nítidas tornando-se mais confortáveis aos olhos. À parte disso, é uma questão de estilo. As formas old school, aviador, retangulares e armações redondas são a tendência. E, no dia a seguir a qualquer festival, são imprescindíveis para disfarçar o mau estado da noite anterior.


O PERIGO ESPREITA

Se há beijos que podem ser mortais é o do sol e nos festivais deve-se desconfiar da intenção. Lá porque se circula entre os palcos, se passa mais tempo envoltos por multidões ou encostados ao balcão de um qualquer bar não se deve deixar de usar protetor solar. Deve aplicar-se nas áreas expostas – rosto, orelhas, pescoço, mãos, pés (se prefere usar chinelas), pernas – e reforçar a cada duas horas. O FPS (Fator de Proteção Solar) indicado nas embalagens traduz a capacidade de proteção do produto da radiação UVB e embora seja variável de pessoa para pessoa o melhor é aposta num 50 porque ninguém gosta de um bronze à camionista no dia seguinte. 

ISTO NÃO É ASCOT, MAS VENHAM DE LÁ OS CHAPÉUS !!

O sol, outra vez, mas sem dramas vamos lá divertir-nos com a situação. Se é para se usar que seja com estilo, seja um boné, um panamá ou qualquer outro modelo de chapéu. Entre as mulheres, os lenços voltaram a dar o ar da sua graça, por isso, pode-se sempre embrulhar a cabeça entre um turbante e uma faixa com nós e laços e as pontas, num look muito anos 90. Estes últimos têm a vantagem de deixar a descoberto a tendência de cabelos dos festivais: faixas de cor, as tranças, os rabos de cavalo com um twist (podem estar em qualquer parte da cabeça) ou os top knots. Vale tudo !!


DIMINUIR A PEGADA AMBIENTAL

A melhor forma de chegar a qualquer dos festivais é de transportes públicos, assim não se perde tempo a tentar estacionar, pode-se beber sem peso na consciência e reduz-se a pegada de carbono. Se circular em Lisboa, vale a pena admirar as estações de metro, autênticas galerias assinadas por alguns dos mais conceituados artistas portugueses. E, nos dias dos eventos, o Metropolitano de Lisboa, a Carris e os Comboios de Portugal alargam o período de circulação de forma a facilitar as deslocações dos festivaleiros. 

OUTRAS MÚSICAS

Além dos grandes festivais, há outros sons a animar a silly season. Em Lisboa, aos domingos, até 30 de Setembro, o Somersby Out of Jazz traz jazz, electrónica, funk, hip hop e soul aos jardins da Torre de Belém, Parque Keil do Amaral, em Monsanto, Parque Eduardo VII, Jardim da Estrela e Jardim do Campo Grande. Sempre ao final da tarde com entrada gratuita.

Cascais é o palco do EDP Cool Jazz (11, 15, 17, 18, 20, 26, 28 e 31 Julho), onde vão actuar David Byrne, Gregory Porter, Jessie Ware, Van Morrison, Norah Jones ou os portugueses Sara Tavares, Dead Combo e Salvador Sobral. Bilhetes entre os 25€ e os 70€.

Agosto é mês de Jazz na Gulbenkian que este ano dedica todo o ciclo a um único músico: o compositor norte-americano John Zorn. Com ele, a capital recebe uma mão cheia de nomes com diferentes abordagens à sua obra. Os bilhetes custam entre 5€ e 20€.

DOCES QUE NÃO ENGORDAM

O cansaço dos festivais e os abusos líquidos pedem que se aumente o índice de açúcar, ainda que de forma figurativa, e nada como um mergulho numa piscina de... marshmallows. O The Sweet Art Museum fica em Marvila, este paraíso dos doces, recheado de unicórnios, nuvens suspensas, gomas, um universo cor-de-rosa com cheiro a rebuçado, para descobrir até ao final de Agosto, altura em que o conceito se faz à estrada para outras paragens. Pensado para adultos e crianças a partir dos 3 anos. Bilhetes 20€.

Rua José Domingos Barreiros, 2F, Armazém 5, Lisboa 
Fecha segunda e terça-feira


RESPIRAR AR PURO

Desintoxicar. Relax. Respirar. Num jardim de Lisboa previamente anunciado nas redes sociais, aos domingos, alinha-se o corpo e a mente em comunhão com a natureza. Em cada sessão um tema diferente – do silêncio ao desapego, da individualidade à gratidão. Sara Guedes de Sousa e Filipa Meireles são as autoras do projeto No Teu Jardim que com base em exercícios de respiração vão ensinar a relaxar e a descomplicar a meditação. No final, há um pequeno-almoço saudável. O contributo de cada participante é 5€.


PÉS DE MOLHO

Entre um e outro dia de festival, é melhor pôr os pés de molho, literalmente, No Spa at PortoBay Liberdade, o Nourishing Foot Treatment vai fazer milagres. Durante 30 minutos entregue-se num banho aromático de água quente com óleos essenciais de gerânio, sandâlo e patchouli, uma esfoliação com sal e café para suavizar e hidratar. Rápido e eficaz.

Tel. 210 015 740
Rua Rosa Araújo, 8

PARA MAIS TARDE RECORDAR

Portugal já anda nas bocas do mundo, mas seja qual for o festival, o concerto, sozinho ou acompanhado, importa registar o momento, venham de lá as selfies, os post de Facebook, as poses no Instagram partilhando com o mundo o espírito festivaleiro que por cá se vive. E torne cada minuto especial e memorável. Um dia, vai gostar de rever estes momentos.

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