30 Mar 2015 3601
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LISBOA, A GRANDE

Vamos dar um passeio pela avenida da Memória? É impossível separar a história centenária da cidade da grandiosidade dos seus monumentos. Neles ainda encontrará vestígios de tempos passados, desde a época dos descobrimentos até ao último rei de Portugal. Comece o seu passeio por Sintra e deixe que a antiga glória o leve até Mafra, Óbidos, Tomar e Fátima. Aceite este convite para viajar no tempo.


D. Fernando II foi rei-consorte de Portugal, casado com D. Maria II. Foi também regente, educador dos filhos e homem das artes e das letras, motor de um notável avanço da sociedade portuguesa. O símbolo do seu tempo, o Palácio da Pena, domina o topo de uma colina. Faz lembrar um castelo de fadas e representa um dos principais marcos do romantismo português.

É um ponto de paragem obrigatório na paisagem de Sintra, vila a menos de uma hora de Lisboa, cujo centro histórico parece saído do século XIX. O centro é dominado pelo Palácio da Vila, uma fusão entre arquitetura medieval, gótica, manuelina, renascentista e romântica, onde viveram reis e príncipes.

Não faltam exemplos do quanto Sintra é um lugar único, com pontos de referência como o Castelo dos Mouros, ou o Palácio de Monserrate. O roteiro deve incluir passeios pelos jardins e parques nacionais carregados de romance e beleza.

É também Sintra que acolhe o Palácio de Queluz, também o resultado do sonho de um outro rei-consorte de Portugal, D. Pedro III e que muitos consideram a versão portuguesa de Versalhes. Construído no Século XVIII ao estilo rococó e neoclássico, é um dos mais belos palácios portugueses, aberto a visitas, com uma ala onde ficam hospedados chefes de estado estrangeiros, de visita a Portugal.

A localização central de Lisboa e a boa rede viária mostram o quando a capital portuguesa pode ser o ponto de partida para uma série de visitas, à curta distância de uma ou duas horas. São viagens no tempo, a diferentes séculos, que só um país com uma cultura milenar como Portugal, pode oferecer. 

Lisboa de Norte a Sul . ..

Cruzando o rio Tejo, pela ponte 25 de Abril, esperam-nos lugares como a Serra da Arrábida. Desce de uma altitude de 500 metros, até encontrar o mar, num lugar único chamado Portinho, numa curiosa relação entre serra e mar, que poucos recantos no Mundo são capazes de oferecer. 

O dia parece não ter fim do outro lado do Tejo, porque há ainda a Praia do Meco ou da Costa de Caparica, ou Sesimbra, vila onde o peixe e o marisco sempre frescos, são o maior testemunho da ligação dos portugueses ao mar. O creme de sapateira e uma cerveja bem fresquinha são petiscos quase obrigatórios.

Saindo de Lisboa para Norte, há lugares únicos, como o Palácio-Convento de Mafra, um sumptuoso edifício construído na primeira metade do século XVIII à custa da riqueza vinda do Brasil, que serviu para pagar uma promessa, por parte do rei D. João V. 

Ainda mais a Norte está Óbidos. Atrás das suas muralhas, a vila esconde toda a magia dos tempos medievais. Óbidos é mulher. Foi terra de rainhas. Várias tiveram-na no seu dote. Leonor de Portugal, esposa de D. João II, passou várias temporadas por aqui. Josefa de Óbidos, pintora sevilhana que veio para Portugal aos quinze anos, foi, a par de Artemisia Gentileschi, o expoente máximo do barroco feminino e um dos maiores exemplos de superação, numa sociedade masculina. A ginja em copo de chocolate é a bebida de eleição e o festival anual do chocolate banha as muralhas da vila e entranha-se no paladar. 

Há também Tomar, com o seu castelo e o Convento de Cristo, cidade fundada pelos Templários tão conhecidos da literatura. A partir de Tomar esta ordem religiosa de guerreiros exercia o poder sobre todo o país, tendo contribuído para a formação de Portugal. 

É ali perto que se localiza o Santuário de Fátima, um dos maiores locais de culto à Virgem Maria em todo o Mundo. O Santuário foi construído a partir de 1917, inspirado na crença da aparição da Virgem Maria a três pastorinhos. A visita a Fátima tem a ver com muito mais do que religião. É uma prova do quanto pode a fé humana. 

Simplesmente inesquecível

Lisboa oferece uma certeza: por mais visitas que se faça, a histórica capital portuguesa é um lugar fácil de chegar e ainda mais fácil de sentir. É estar entre versos e prosa, fazer parte de romances e desventuras, viagens e epopeias. É subir a Rua Almeida Garret e sentar-se ao lado de Fernando Pessoa, é fixar o Tejo ao lado do Adamastor de Camões, sentar-se no mítico botequim e ouvir versos de Natália Correia a ecoar pelas paredes, é sentar-se no Miradouro da Graça e sentir o mesmo que Sophia de Mello Breyner sentia. 

Do alto das suas sete colinas, Lisboa parece mais pequena, mais nossa. Do Miradouro de Santa Catarina às Portas do Sol, do Jardim do Torel ao do Miradouro do 9 de Abril, o majestoso rio Tejo domina a paisagem. 


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