07 Out 2016 1023
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O jeitinho brasileiro de fazer música

"Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça . ..” Quando Tom Jobim e Vinicius de Moraes cantarolaram esses versos à bela Helô Pinheiro, não podiam imaginar que percorreria todo o mundo e que faria tanto sucesso. É assim... os brasileiros têm um jeitinho todo especial de cantar versos e prosas e declarar amor eterno.

A música brasileira teve em sua construção grandes influências de Portugal e África e ao longo do tempo intercâmbio cultural com outros países que levaram as óperas italiana e francesa, as danças típicas como as valsas, as polcas alemãs, a zarzuela, o bolero, a habanera e o jazz americano.

Mas essa "brava gente brasileira, gente boa que se preze” tem uma relação muito forte e um perfil de apreciar os géneros musicais quando são produzidos por artistas locais.

Queremos convidá-los para uma viagem musical com paradas obrigatórias em todos os géneros e ritmos musicais e grandes nomes da Bossa Nova, Chorinho, MPB, Samba, Forró, Axé, Rock, Sertanejo, Rapper, Músicas Infantis e Espíritas, das grandes regiões Sudeste, Sul, Centro-Oeste, Norte e Nordeste brasileira.

Nossa viagem sai de Portugal com o embaixador da cultura portuguesa Roberto Leal, com o seu "bate o pé”, que virou uma mania nacional; mostra a nossa gente (portugueses) com graça, estilo e alegria. Desembarcaremos na Terra da Garoa, e não perderemos o "Trem das Onze”, com os Demônios da Garoa; e rumo à Cidade Maravilhosa (RJ) a seguir os passos de Martinho da Vila "bem devagar, devagarinho” muito bem acompanhado pelos melhores sambistas de todos os tempos como: Cartola, Noel Rosa, Nelson Cavaquinho, Paulinho da Viola, Mario Lago que, com "muitas saudades da Amélia” declaram o seu amor eterno juntamente com Pixinguinha que com seu Chorinho dizia ser muito "Carinhoso”. Sem falar do jovem pensador – Gabriel - que com o Rapper pegou seu "Cachimbo da Paz” e saiu a levar aos jovens brasileiros a reflexionarem sobre a política e a sociedade.

Lá belas bandas das Minas Gerais, Paula Fernandes "no celeiro da arte, no berço mineiro” e a saudosa Clara Nunes, que cantava e encantava com "a morena de Angola que leva o chocalho amarrado na canela” ou então Alexandre Pires que reafirma que o mineiro "Tem o sabor de queijo com docinho, meu benzinho você vai gostar”; e claro não poderíamos deixar de falar de uma das vozes mais incríveis - Milton Nascimento – que tem dito sempre que "cantar é buscar o caminho que vai dar no sol”.

E como o sol nasce para todos, nossa próxima parada será em Brasília e ouviremos Legião Urbana cantar a história de dois jovens "Eduardo e Mônica” que se apaixonaram apesar dos estilos diferentes de vida.

Seguindo em direção ao Sul, jamais nos esqueceremos de Elis Regina que nos confirmou que "ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais”, e deixou-nos o seu legado na linda voz de sua filha Maria Rita, que seguindo os passos da mãe, canta "Encontro e Despedidas”.

O trem da partida seguiu rumo ao Norte, diretamente ao Bumbódromo de Parintins onde encontro marcado do Boi Garantido, de cor vermelha, e do Boi Caprichoso, de cor azul conta a sua história marcada pelas lendas, rituais indígenas e costumes do povo ribeirinho. A presença de Fafá de Belém que canta "a cor do meu batuque tem o toque, tem o som da minha voz” e que bela voz! Desperta uma grande emoção a todos os presentes.

Mas o "caminho da roça segue dama!!!”, direto ao Nordeste "que é um povo marcado, mas um povo feliz”; Ivete Sangalo, Daniela Mercury, Maria Bethânia, Araketu, Caetano e Gil fazem a festa. Mesmo com muitas saudades do grande Luiz Gonzaga e seu filho Gonzaguinha, ouvir a bela canção "Minha vida é andar por este país, pra ver se um dia descanso feliz” regozija a alma. Zé Ramalho, Alceu Valença, Geraldo Azevedo e Elba Ramalho, também fizeram do "Grande Encontro” um momento inesquecível. Depois, uma paradinha para um bom "Churrasco e bom chimarrão, fandango, trago e mulher. É disso que o velho gosta é isso que o velho quer”; dançar uma música Sertaneja ao som de Chitãozinho e Xororó, ou um Forró pé de Serra com Fala Mansa e comer aquele milho cozido, pipoca e quentão... Êta! Viva São João!!!

E para quem perdeu o trem, o próximo é o da Alegria, tem de aproveitar, vale a pena ser criança e cantar "Eu quero ter a sua companhia, Vem viajar comigo no vagão”. Na poltrona detrás, vão sentados Vinicius e Toquinho a seguir "aquela nuvem de tinta que caiu do papel”, ou visitar a casa muito engraçada e descobrir porque "Não tinha teto, não tinha nada”. Ver "O quê que tem na sopa do neném” com Palavra Cantada e com o Grupo Arte Nascente "Cativar é amar. É também carregar. Um pouquinho da dor. Que alguém tem que levar” e saber sempre que somos responsáveis pelo que cativamos.

Após percorrer todo esse mundão de meu Deus, temos de tocar em frente e nada melhor do que despedirmos desse país maravilhoso com Almir Sater e saber que "Cada um de nós compõe a sua história. E cada ser em si carrega o dom de ser capaz. E ser feliz”.

Clique aqui para ouvir . ..

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